segunda-feira, 9 de abril de 2007

VOCÊ PODE

QUER VOCÊ PENSE QUE PODE OU QUE NÃO PODE, VOCÊ ESTÁ CERTO”.

Há algum limite para isso? Absolutamente não. Nós somos seres ilimitados. Nós não temos limites. As capacidades, os talentos, os dons e o poder que está dentro de cada indivíduo nesse planeta é ilimitado.

Não há um quadro negro no céu onde Deus tenha escrito o seu propósito, sua missão na vida. Não há um quadro negro no céu onde se possa ler, por exemplo: “Neale Donald Walsch, boa pinta, vive na primeira metade do século 21, vocação: ”. Na frente de vocação então teríamos um espaço em branco. Então tudo o que eu teria que fazer é entender o que eu estou fazendo aqui, porque estou aqui. Tudo o que eu teria que fazer é encontrar esse quadro negro e descobrir o que Deus tem em mente para mim. Mas o quadro negro não existe. Então o seu propósito de vida é o que você disser que ele é, sua missão é a missão que você der a si mesmo, sua vida será como você a criar e ninguém a condenará, nunca jamais. (texto extraido do documentário The Secret).

domingo, 8 de abril de 2007

Eu

Imerso em meus problemas, sempre na expectativa de chegarem problemas novos, mal conseguia resolver os antigos e agora, alguém estava a minha procura. Por um momento pensei que os problemas antigos, por estarem desprezados haviam tomado forma e, pior, haviam tomado forma humana, desconhecida e vestida para melhor me atormentar. Era, pois, noite quando me dei conta que passei o dia todo pensando na figura que andara procurando por mim. A luz de meu quarto estava apagada, algumas formas estavam, todavia, desenhadas na parede em decorrência da luz prateada da lua que invadia meu quarto pela janela, colocada a minha esquerda. Algumas das formas se assemelhavam ao que ia em meu interior, refletiam meus anseios, minhas duvidas, meus receios e outras, nada diziam e se passavam por seres de minha infância, que já não causavam medo algum. Outras, por sua vez, causavam-me arrepio só de imaginar que ali estavam. Pareciam ter vida e pensavam. Mas, nada disso me preocupava, mas, sim, o fato de que não me dei conta que já escurecera, que já era tarde da noite e nada havia comido e nem bebido. Uma fome intensa agora me incomodava e a sede afogava o meu espírito a ponto de fazer com que poderia eu sair dali, de meu quarto, e procurar o que existia de qualquer coisa la fora. Não, sair dali naquele momento e deixar todas aquelas formas sem qualquer vigia era um risco que não poderia correr. Como então acender a luz e dissipar os convidados que, se ali estavam, era porque os havia chamado através da solidão que sempre invadia meu ser...

Somos o que fomos e, ainda não aprendemos.


sábado, 7 de abril de 2007

A dor

O ser humano é um fingidor que mente tão completamente que chega a fingir que é dor.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Agora somos três

Com o tempo, insensível tempo, a vida me levou a deixar para trás certas coisas que nunca gostaria de perder e, assim, o tempo vai passando. Quando ainda no tempo onde tudo era o que iria fazer hoje, pouco ou quase nada pensava e convivia com pessoas que me eram caras e, como era de ser, pouco valor dava àqueles momentos. Na medida em que corria o ponteiro da vida perdia um amigo, um parente; um vizinho e, a dor era grande, mas, não o bastante para anestesiar. Com o passamento, então, de meu pai o tempo não parou sendo que, tão somente, uma brecha abriu em minha vida onde pude ver o que se passava em meu interior. A roupagem de festa deixou escapar a negritude de sentimentos dolorosos e, mais tarde, minha mãe também se foi. Pensando estar preparado voltei a ver a ferida antes aberta a qual, durante muito tempo, conservei como parte de minha vida. Doía, mas, suportava. Em seguida nos deixou também um tio, irmão de minha mãe e agora, recentemente, uma outra tia, minha madrinha. Restamos, então, tão somente três membros da familia Spagnuolo que, por sua vez, formam a quarta geração. A dor caminha, pois, não mais em mim e sim junto comigo. Antes, como falei quando meus entes queridos partiam desta vida é verdade que sentia muito e, agora, quando deparo com o inevitável fim nesta vida tendo a certeza de que também estarei partindo fica a vontade de, tão somente, fazer o bem, de salvar a humanidade de si mesma, de salvar as florestas, os rios, o mundo todo. Me entristeço mais quando vejo uma árvore cortada, um rio acabado, uma rua suja e, alguem lavando o passeio. Entristeço, mas, amadurecido pela intemperie levo a vida ou procurando, cada dia, melhorar meus sentimentos e, sobretudo, procurar dar a mão a quem precisa de uma mão, um sorriso para quem precisa de um sorriso. Assim, levo agora a vida com muita saudade.