quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
É ASSIM MESMO
Correndo eu sigo com a vida e, não posso olhar pra traz. Se não desacompanho e esbarro com o tempo. Se a pressa não tem saída, eu vou seguindo com ela, andando na contra-mão. É assim mesmo, quando nos deparamos como uma situação de pura aflição e, quando nada parece que vai dar certo temos a tendência de criar um momento onde gostaríamos que o tempo parasse, mas, como é impossível interferir na roda da vida, passamos a lamentar o fato e, sufocamos a dor dizendo: - é assim mesmo. Agora, levando em conta que o ser humano está postado em camadas estrategicamente colocadas neste plano e, levando em conta ainda que a necessidade de relacionamento é maior do que a de alimentar; o ser humano procura ver no seu semelhante aquilo que realmente gostaria que vissem nele próprio. Daí, até podemos concluir que o amor, advindo de uma primária afeição nada mais é do que o estereótipo do mais puro sentir. Agora, se você tratar um individuo como ele é, ele permanecera assim, mas se você tratá-lo como se ele fosse o que deveria e poderia ser, ele se tornará o que deveria e poderia ser. Com isso as mudanças acontecem e o ser humano deixa de lado a possibilidade de comer quando se tem fome, amar quando precisa amar, tomar água quando tem sede e, pior, faz da possibilidade de crescimento uma eterna luta entre o que acredita ser o bem e o mal. E, então o que dizer da vingança que pode ser referência do mais puro sentimento humano, desprovida que é de pudor. Certamente quando ela surge em nossa vida deixamos de lado as promessas feitas em relação ao crescimento interior, em relação ao compromisso para com nossos entes queridos e, passamos a viver uma vida paralela onde nada mais importa que não o momento de consumar o se pretende. Será então a vingança a manifestação do amor que o ser humano tem para consigo sendo que, neste caso, o semelhante será visto não como ser humano, mas, sim como um obstáculo que precisa ser removido, obstáculo este desprovido de qualquer sentimento não se podendo deixar de lado que o obstáculo existente foi criado e, pode não existir de fato. Coisas da mente humana.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
LIGA DA JUSTIÇA

É assim mesmo. De uma hora para outra nos deparamos com pessoas com quem convivemos voltadas tão somente para elas mesmas deixando, pois, de lado o que existiu ou existe de importante ou, que foi o motivo pelo qual nasceu a amizade ou até o amor. Acredito que a Liga da Justiça foi composta por individuos que, de uma forma ou de outra, foram rejeitados pelo meio em que viviam. Acredito mesmo, pois, como poderia o Flash fazer amor sem chegar ao orgasmo primeiro que a parceira ou, até mesmo o Super Homem, como poderia ele usar um banheiro para fazer as necessidades primárias do ser humano sendo que ele, o homem de aço, nem ao menos precisa comer para, depois, processar o alimento. Daí para a frente é tudo o mesmo. Na verdade, nos humanos temos a necessidade premente de, ao cuidarmos de nossa vida, fazer com que a vida de nosso proximo seja, no minimo, eivada de insegurança. Surgiu então a liga da justiça onde os seres refutados pela sociedade se arvoraram na condição de baluartes da Lei para, assim, serem aceitos não pelo que são, mas, pelo que representam. Ou seja, o herois da Liga da Justiça ao se verem relegados à condição de não humanos, incapazes então de sentirem o que sentimos, passaram a combater o mal (como se o mal fosse um capitulo tão somente de nossa vida) para desta forma nos humanos nos espelhassemos no que eles podem representar ( que na verdade queríamos ser). Não importa mesmo, portanto, que sejam aberrações, que fiquem verdes sem terem raiva; que possam voar e, ao mesmo tempo controlarem a impulsão sem ajuda mecânica desde que, no final, possam defender aquilo que achamos ser justo. Bem, e nos humanos como então poderemos nos comportar diante das adversidades sem os super poderes dos individuos que estão compondo a Liga da Justiça. Penso que sem o amigo, sem o amor, o ser humano viveria pouco neste terreno que é a vida vivida. Ora, mesmo sem qualquer poder além daquele que nasci, ou seja, o de sobreviver neste plano, continuo a acreditar que somos impelidos não pelo bem ou para fazer o bem, mas, somos impelidos a viver pela necessidade de adquirir, tão somente, seja lá o que for. Com isso, caros amigos deixo aqui uma breve recomendação que nada mais é do que, no dia a dia, vivam não no sentido de terem, mas, sim no sentido de tão somente viver o segundo, a hora, o dia, o mes e o ano, minuto por minuto, pois, sem os super poderes de nossos herois certamente iremos falecer diante do tão somente querer, ter ou ser. Vivamos. Tão somente.
sábado, 22 de agosto de 2009
E O QUEIJO?

Foi assim. Primeiro o espanto, depois pulamos a resignação para adentramos no patamar daqueles que se sentem injuriados, envergonhados e, sobretudo, descrentes até. É provável que o acontecido seja o reflexo deste País de desmando onde o Estado interfere na vida do cidadão sem qualquer pudor e onde, como se sabe, o poder caminha sobre as cabeças dos meros humanos mandando e ....desmandando. Mas, vamos ao caso. Aconteceu em uma "blitz" onde policiais militares fiscalizavam a documentação de motoristas a fim de verificarem quem poderia passar ou não passar por um trecho de rodovia que estava impedido. Um dos motoristas desceu do veículo e deu, de presente ou, sabe-se lá sob que título, um queijo o qual, por sua vez, foi colocado pelos militares de forma despudorada sobre a mesa onde outros papeis se encontravam. Como deveria de ser, como cidadão, levei o fato e a foto (do queijo) aos superiores dos militares e, para resumir, as testemunhas do fato (que presenciaram a entrega do queijo) foram processadas por falso testemunho não obstante os militares terem confessado que receberam o queijo diga-se, de presente, e quem deu o presente também confessou. O Ministerio Público denunciou as testemunhas porque disseram que o veículo que conduzia o queijo "ia" e quem deu o queijo disse que "vinha". Bem, se o queijo ia ou vinha não pode ser relevante porque se os militares estavam de serviço é certo que nunca, em momento algum, poderiam receber o presente ou um presente; ainda mais um queijo que, para nos mineiros se tem que, quando damos um queijo de presente para alguem é a mesma coisa que demonstrar gratidão. Isso, na verdade, aconteceu e quem recebeu o queijo como quem o ofertou continuam por ai, provavelmente dando e recebendo "retratiando" desta forma o que se passa não nos bastidores de nossa vida, mas, na verdade se passa em nosso cotidiano e assim, lutando contra a correnteza da imensa podridão que assola nosso Estado onde aqueles que presenteiam e aqueles que recebem os presentes são, como diria um amigo, "os caras", continuam indo ou vindo. Agora, ainda continuo estarrecido com o acontecido sendo que, de forma alguma, meus valores foram estremecidos e aquilo que passo para meus filhos continua incólume, firme nos ideais de justiça, compreensão e bondade. Digo que a historia ainda não acabou, tem a segunda parte que logo estará aqui, Um abraço (sem queijo é claro).
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O QUEIJO
Parece que realmente os valores andam invertidos. Quando digo valores me refiro ao que existe de mais nobre no ser humano que nada mais é do que, simplesmente, dizer a verdade. Todavia, pelo que vivemos (eu e meus familiares) nos ultimos meses posso dizer acertadamente que a capacidade do ser humano em agir, tão somente, de acordo com
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
OS GATOS
Dizem que os gatos são animais que, muito embora solitários são devotos aos donos e adquirem habitos destes. Sempre foram usados, as vezes como guardas de templos ou de tumbas e, lamentavelmente e de forma pejorativa os seres humanos com constumes nada saudáveis são chamados de gatunos. Penso que os felinos, neste sentido, devem se importarem em muito uma vez que nunca vi um gato enriquecer ilicitamente; nunca vi um gato construir um castelo às custas sabe-se lá de que ou de quem. Da mesma forma também nunca ouvi dizer que gato furtasse algo de alguem. Agora, os seres humanos na falta de adjetivo buscou nestas figuras encantadoras - lembro aqui de uma gatinha de nome Bianca - para dar vazão aos sentimentos menos nobres. Na verdade os gatos são seres valentes, bons esgrimistas - gato de botas - e sempre estão por perto, não quando queremos, mas, sempre quando precisamos. Não suportam carinhos em demasia, nem bajulação e, quando amados respondem com amor a mão amiga que os acarecia. Poderia aqui falar muito destas nobres figuras sendo que passei somente para deixar no eterno a lembrança saudosa de Bianca que desapareceu de forma misteriosa deixando saudade e uma eterna pergunta: - o que teria acontecido com ela? Meus amigos, se algum dia forem escolher um companheiro e, não querendo um cachorro, escolham um gato ou uma gata - felinos - e, acreditem que irão viver dias maravilhosos. So isso.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Comer brigadeiro pode, mas, comer coronel não pode

Dono de lanchonete é preso por batizar sanduíches como patentes militares. Veja a Confusão.
"Em Penedo, comer brigadeiro pode, mas comer coronel, está proibido" Dono de lanchonete é preso por batizar sanduíches como patentes militares Para o dono de uma lanchonete de Penedo, a 170 km de Maceió (AL) tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à corporação. E assim, por batizar os sanduíches da casa com patentes militares, Alberto Lira, 38 de idade, dono da lanchonete Mister Burg, acabou detido por ordem do comandante da PM local. Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete e pedir: "quero um coronel mal passado". Ou sair de lá dizendo: "acabei de comer um sargento".Na delegacia foi lavrado boletim de ocorrência e, face ao tumulto havido, a casa comercial fechou durante algumas horas. Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde. Os cardápios da lanchonete foram
recolhidos para avaliação e a casa reaberta em seguida. Aproveitando-se da inesperada repercussão, a lanchonete quer manter o cardápio que desagrada a PM.A casa oferece lanches como o "coronel" (que é o filé com presunto) e o "comandante" (um prato com calabresa frita) etc. A brincadeira foi demais para o parco humor da Polícia Militar que diz que os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes. Lira, o dono da lanchonete, diz que não teve nem tem nenhuma intenção de brincar ou ofender a corporação. O cardápio - garante o dono da lanchonete - pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar. O prato mais caro era o "comandante". O comerciante contratou ontem (15) o advogado Francisco Guerra, para entrar com uma denúncia por abuso de autoridade contra o comandante local da PM e uma ação reparatória por dano moral contra o Estado de Alagoas. Nela vai salientar que não existe nenhum texto legal que impeça um restaurante de incluir, no seu cardápio, "lula à milanesa", "filé a cavalo" ou "coronel mal passado" etc. O advogado já pediu habeas corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. A peça sustenta que "se o argumento do comandante fosse válido, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro".Como se sabe, brigadeiro - além de ser a mais alta patente da Aeronáutica - é também o nome do docinho obrigatório em aniversário de crianças. "Em Penedo, comer brigadeiro pode, mas comer coronel, está proibido" - ironizam os advogados da cidade.
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