segunda-feira, 25 de junho de 2007
MOMENTOS
Existem momentos nesta vida vivida onde, por mais que eu pense o contrário, são momentos advindos do passado, mas, não o passado recente e sim o passado que ficou em outra vida. as pessoas com as quais convivo, que me encaram na rua, que se aproximam com ou sem intenções são parte daquele tempo, esquecido por força do momento em que nasci. foi assim; quando nasci deixei de lado, ao longe, tudo que fui e passei a ser o que sou levando em conta que o passado também me gerou. caminho então por estradas envoltas por uma névoa a qual, por sua vez, encobre inclusive meu espírito gelando, por vezes, minha alma. assim, o frio que vai em mim nada mais é do que fruto de minha caminhada, dos meus encontros desencontrados, partícula de uma nada que se transforma em razão. foi assim, quando nasci trouxe comigo não a lembrança do que fui, mas, sim a chama do que serei agora, nesta vida. é certo, contudo, diante da jornada fiz amigos e conquistei alguns (ou muitos) inimigos os quais, por sua vez, por uns tempo pretendi que deixassem esta vida e, outro dia, achei por bem ajuda-los a viver, pois, nada pior do que estar aqui, nesta vida a viver. com isso, creio eu, ao estarem vivendo estou certo de que aprenderão com seus erros e desencontros e, quem sabe, se tornem até pessoas boas em outra vida levando em conta que nesta a escuridão já os encobriu. não importa, pois, se vão (meus inimigos) partir ou ficar uma vez que os tenho como figuras indiferentes, seres amorfos o quais, por sua vez, construíram em sua volta um nada. mas, minha jornada toma agora um certo sentido onde algumas respostas surgem e, com isso, estou a traçar novo caminho, sem névoa e aonde as pedras existem e não são simplesmente colocadas.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
ANTES E....
Existem momentos por esta vida que passamos onde, em uma fração de segundo muda-se radicalmente todos os nossos objetivos; nossos receios; a forma de sentir e, sobretudo, de doar. em um breve momento o antes separa-se do depois e, os valores adquiridos ao longo da existência são, de pronto, colocados à prova, ou seja, passamos a medir nossas atitudes em face de nossas necessidades e, assim, a brevidade do momento que antecede o depois pode ser o marco para a radical mudança de nossas vidas. o depois nunca nos deixa de parar de pensar qual o próximo passo a ser dado, os que antes nos cercavam passam ao largo como se olhassem para pessoas que antes não conheciam. tudo porque o momento que antecedeu o depois mudou a vida e, com ela caminhamos pela mudança afora. poderia até dizer que o momento nada mais é do que a fatalidade de se estar no lugar errado e na hora errada, de agir de forma típica quando, o certo seria deixar o momento passar, mas, não é possível prever o inevitável, desvendar o absoluto sentido da vida ou, até mesmo deixar de sentir para, não sentindo, deixar de encontrar o depois. assim é a vida. não, assim não é a vida uma vez que somos parte de um cenário divino, inquestionável e onde a luz é uma constante. diante, portanto, de tal premissa acredito que o depois pode ser evitado caso o ser humano acredite, ame e permita ser amado.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
ONTEM
O tempo, este inexorável aliado do fim, não me perdoa. as lembranças do passado são carregadas por ele de forma que, mesmo sem as querer, elas se fazem constantes como que querendo alimentar meu tempo presente. inegavelmente um paradoxo posso traçar entre o agora e o que ficou e, entre todas as coisas que senti nada mudou apesar das dores, dos ressentimentos, dos desencontros e, também do encontro que até hoje dura. o nada que mudou se refere não o que posso sentir, mas, sim ao que parte de meu interior; da forma de ver as coisas e, também de fazer alguma coisa. ontem, por exemplo, ainda não passou para quem não acredita que existe o amanhã e, viver no ontem ou o ontem nada mais é do que perpetuar a dor, pois, o ser humano é moldado pela dor enquanto que fora a dor, o que existe nada mais é do que momento de candura que cobre o ser estraçalhado com o fino manto do crêr em algo aplacando, desta forma, o sentimento de perda. Posso notar, então, que o tempo não anda sozinho estando com ele a dor, o medo e a esperança sendo que esta ultima, senhora que vem de muito tempo antes de qualquer sentimento, anda com seus companheiros para, desta forma fazer com que, mesmo sentindo ainda posso sonhar ou, até mesmo lembrar.
CILICIO
quero calçar-me de terra, quero ser a estrada marinha que prossegue depois do último caminho, assim disse Mia Couto, uma dos maiores poetas africanos. na verdade, prosseguir significa, ao meu sentir, continuar a jornada por este plano levando o que de resto conseguimos salvar de nossos relacionamentos; de nossos pensamentos; de nossas frustações e, sobretudo, de nosso querer. o passado, este cruel servo iníquo, serve de lastro para uma vazão maior do que fazemos na atualidade e, com isso, ao pensar que não iremos sofrer porque já sofremos, que não iremos chorar, porque nossas lagrimas secaram, somente nos colocamos diante daquilo que não é ser fruto de uma realidade divina, encapada pelo manto de uma carne que serve de cilicio para nosso espírito.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
E FOI ASSIM
e foi assim. não como eu esperava, mas, de uma certa forma penso que mesmo errado ou errando o melhor eu busquei e, provavelmente ai que ficou residindo o erro. na verdade, torna-se difícil lutar contra o inevitável sendo que diante do futuro incerto pouco posso fazer. certamente o tempo se encarregará de ajustar as coisas ao seu modo, não ao meu, pois, é certo que temo por errar mais e mais. o cansaço vem à tona e deita meu ser no emaranhado de minhas razões desconexas. se tenho medo? é claro que tenho eis que vejo-me sozinho, sem lado ou suporte para escorar minhas tristezas. não sei, na verdade, se acabou ou vai acabar e, somente posso, não lamentar, mas ficar triste, tão somente.
domingo, 22 de abril de 2007
O INFERNO
Quando eu me encontrava na metade do caminho de nossa vida, me vi perdido em uma selva escura, e a minha vida não mais seguia o caminho certo. Ah, como é difícil descrevê-la! Aquela selva era tão selvagem, cruel, amarga, que a sua simples lembrança me traz de volta o medo. Creio que nem mesmo a morte poderia ser tão terrível. Mas, para que eu possa falar do bem que dali resultou, terei antes que falar de outras coisas, que do bem, passam longe...
sábado, 21 de abril de 2007
DIREITOS SOCIAIS
Os direitos sociais são uma das dimensões que os direitos fundamentais do homem podem assumir. Seu objetivo é concretizar melhores condições de vida ao povo e aos trabalhadores demarcando os princípios que viabilizarão a igualdade social e econômica, no que concerne à iguais oportunidades e efetivo exercício de direitos. A busca de seus fins, que se resumem na igualdade, considera as diferenças e erradica as carências que levam às largas distâncias entre os homens para normalizar situações e oferecer dignidade às condições de vida de todos, consoante a ética moral desenvolvida e aperfeiçoada por eles mesmos.
Cabe notar que, comumente, para facilitar a noção de direitos sociais, faz-se a sua distinção dos direitos às liberdades. Os direitos às liberdades têm um conteúdo negativo e correspondem à áreas que estão isentas das possíveis ingerências do Estado; este recebe a ordem de não-fazer para que tais prerrogativas, que oferecem autonomia aos homens, possam existir.
Por sua vez, os direitos sociais consistem um programa para fazer, realizar e contribuir, por parte dos órgãos estatais, em benefício dos membros da sociedade política. Constituem direitos positivos, direitos dos cidadãos à prestações ou atividades do Estado; contudo, contrapô-los aos direitos às liberdades individuais e coletivas como sendo obrigações de apenas o Estado executar, seria um erro. Bem, é o que acontece ou, melhor, é do que temos notícias hoje. A minha geração, alienada como se encontra, sem qualquer ação haja vista a existência da difusão da informática, da presença do Orkut, do MSN e de outros programas que nos colocam em ponto de inércia, se tornou passiva diante da explosão dos acontecimentos. No passado o jovem tinha ideal, podia escolher, agir e interagir com seu grupo. Hoje, nada faz e se torna mecanicamente compulsivo no sentido deixar correr o tempo e se escandalizar, tão somente permitindo, inclusive, que o Estado não cumpra com sua obrigação.
Cabe notar que, comumente, para facilitar a noção de direitos sociais, faz-se a sua distinção dos direitos às liberdades. Os direitos às liberdades têm um conteúdo negativo e correspondem à áreas que estão isentas das possíveis ingerências do Estado; este recebe a ordem de não-fazer para que tais prerrogativas, que oferecem autonomia aos homens, possam existir.
Por sua vez, os direitos sociais consistem um programa para fazer, realizar e contribuir, por parte dos órgãos estatais, em benefício dos membros da sociedade política. Constituem direitos positivos, direitos dos cidadãos à prestações ou atividades do Estado; contudo, contrapô-los aos direitos às liberdades individuais e coletivas como sendo obrigações de apenas o Estado executar, seria um erro. Bem, é o que acontece ou, melhor, é do que temos notícias hoje. A minha geração, alienada como se encontra, sem qualquer ação haja vista a existência da difusão da informática, da presença do Orkut, do MSN e de outros programas que nos colocam em ponto de inércia, se tornou passiva diante da explosão dos acontecimentos. No passado o jovem tinha ideal, podia escolher, agir e interagir com seu grupo. Hoje, nada faz e se torna mecanicamente compulsivo no sentido deixar correr o tempo e se escandalizar, tão somente permitindo, inclusive, que o Estado não cumpra com sua obrigação.
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